Presidente de associação de juízes ‘tira’ peso do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio “Lula”

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Em que pese o próximo dia 24 estar sendo encarado como decisivo para o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva, o Lula, e por consequência para a política brasileira de um modo geral, o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Roberto Veloso, vê uma espécie de “alarde desnecessário” sobre o julgamento em segunda instância do líder petista, que será realizado nesta data no Tribunal Regional Federal da quarta região – o TRF4, em Porto Alegre.

 Já condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a nove anos e seis meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, dentro das investigações recorrentes ao caso do tríplex, no Guarujá, Lula pode ter sua já manifestada candidatura à presidência barrada caso o TRF-4 [VIDEO] mantenha ou até mesmo amplie a pena da primeira instância.

Por conta disso, há um forte clamor popular em torno da decisão dos juízes – diversas manifestações são esperadas nas principais cidades brasileiras, tanto contra como a favor de Lula.

Ainda assim, Veloso vê precipitação nas análises e lamenta o peso que está sendo dado ao tribunal no dia 24. Ele relembra que a decisão final sobre o futuro de Lula não será tomada neste dia e frisa, nesta linha, que o Brasil é “pródigo em recursos”, ou seja, o ex-presidente terá possibilidade de recorrer mesmo se novamente for condenado.

“Há claramente um alarde desnecessário em cima desse julgamento, até porque o Brasil é pródigo em recursos. No caso de confirmada a condenação, há a possibilidade de recurso dentro do STJ, dentro do STF, e, dependendo de maioria ou não, até mesmo dentro do próprio tribunal”, frisou o presidente da Ajufe.

Para Veloso, Lula não estará impedido de ser candidato imediatamente depois do julgamento, qualquer que seja a sentença. Por isso, o representante máximo dos juízes brasileiros pede cautela e tranquilidade para que os magistrados possam exercer o seu trabalho.

“O deferimento da candidatura do acusado só pode ser feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que só estará apto a assim fazê-lo a partir de agosto. Por isso não há a necessidade desse alarde todo, já que há um longo caminho processual a ser seguido. É preciso que a magistratura tenha condições de fazer seu trabalho com segurança e tranquilidade”, acrescentou.

Presidente está “muito preocupado” com a segurança

Veloso não esconde sua preocupação com a segurança dos juízes responsáveis por julgar Lula no próximo dia 24. Neste sentido, ele fez uma visita à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, nesta segunda-feira, 15, para solicitar reforço na segurança do prédio do TRF-4 e também aos magistrados.

De Lúcia, Veloso ouviu que a responsabilidade desse tipo de segurança fica a cargo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão para o qual o presidente da Ajufe se comprometeu a enviar um ofício solicitando apoio para o próximo dia 24.

A associação também se mostrou bastante preocupada por conta de ameaças veiculadas nas redes sociais [VIDEO] contra os juízes do tribunal.

A questão “segurança” já virou até mesmo objeto de crise entre esferas de poderes por causa do julgamento. No início do ano, o prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan Jr (PSDB-RS) enviou uma solicitação ao Governo Federal para o auxílio com homens do Exército e da Força Nacional. De Brasília, ouviu que a demanda não tinha cabimento e foi completamente desconsiderado.

A atitude do tucano provocou irritação entre petistas como Rui Falcão, Gleisi Hoffmann e Pepe Vargas, que se pronunciaram na imprensa e nas redes sociais fazendo duríssimas críticas à demanda realizada. Lula, ainda sem saber se poderá concorrer, lidera todas as pesquisas prévias às eleições de 2018. 

Via BlastingNews

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