Empresa criada com R$ 3 já atua em mais de 60 pontos de venda (Vídeo)

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img_22282_apa_23462_600Adriana Cristina dos Santos tinha R$ 3 no bolso quando começou a produzir temperos. O negócio começou há um ano.

“Com os R$ 3 eu comprei seis cabeças de alho, fiz o tempero, minha mãe me emprestou R$ 5 para comprar os potes, e peguei as ervas na Secretaria de Agricultura de Betim”, conta Adriana.

Ela descobriu que ervas como alecrim, salsinha e manjericão ajudam a controlar a pressão e ativar a circulação sanguínea. Adriana testou algumas misturas até chegar aos melhores sabores. São cinco produtos: pasta de alho, pasta de ervas finas, caldo de bacon, especial para peixes e especial para aves e carnes vermelhas. Com as ervas, dois quilos de alho e seis de sal, ela faz 22 potes de tempero.

“O segredo é a mexida mesmo. A quantidade da mistura. E porção de cada uma. Se sair fora daquela porção, o gosto muda”, conta a empresária.

Assim como Adriana, 700 mil pessoas trabalham por conta própria em Minas Gerais. Os profissionais informais do estado estão concentrados em três áreas: vestuário, salões de beleza e alimentação. Com a lei do microeempreendedor individual, mais de 111 mil já se regularizaram.

“(A lei) É direcionada àquela pessoa que tem uma necessidade de renda própria, com valores até R$ 36 mil por ano, em atividades básicas”, explica Haroldo Santos Araújo, do Sebrae de Minas.

Para Adriana Santos, a formalização trouxe mais segurança. Agora ela recolhe impostos e tem os direitos previdenciários.

“Esse imposto dá a ele todos os benefícios da Previdência Social. No caso, uma mulher, que trabalha com registro, tem um filho. Então ela teria o auxílio-maternidade da Previdência Social. Ela pode deixar de trabalhar por um período e a Previdência irá pagará a ela por esse período”, explica Araújo.

A formalização também facilita o acesso a financiamentos bancários com juros menores: a empreendedora planeja pegar um empréstimo de R$ 15 mil para construir uma cozinha industrial.

E regularizar um empreendimento individual é fácil. é só acessar a internet, no Portal do Empreendedor.

A formalização é feita na hora e de graça. Lá o empreendedor também encontra a lista com as mais de 400 ocupações abrangidas pela lei.

“A formalização tem um perfil de inclusão social muito forte. As pessoas não têm o apoio da Previdência, não têm o apoio do governo. Com a formalização, ele passa a ter o apoio da Previdência Social, do governo, as políticas públicas direcionadas para esse público. Se ele não está formalizado, o Estado não enxerga essa pessoa”, diz Araújo,do Sebrae.

Assista o vídeo:

Fonte: G1

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